
Fundamental é mesmo o amor, é impossível ser feliz sozinho...
Qual é, Tom? Condicionar a felicidade às parcerias únicas é meio claustrofóbico. Ok, ok... O amor é fundamental. Mas nem sempre dá pra ter esse amor das canções e dos poemas. E aí?
Nossa! Quantas vezes fui feliz sozinha. Quer dizer, sozinha em termos, porque bons amigos ajudam muito nessa felicidade. E fui feliz sozinha porque tinha espaço suficiente dentro da alma para prestar atenção nas coisas, nos verdes, nas manhãs, nos sons que a vida produz, nos cenários que a natureza oferece, nas pessoas à minha volta, na nota que fez toda a diferença em uma sinfonia. Enfim, pude prestar atenção e, prestando atenção, pude alegrar meus sentidos.
Se tenho, porém, a alma e o corpo incendiados pelas paixões, não percebo nada além do objeto desse desejo. Estou cega e surda para tudo na vida que é extrínseco ao "meu amor". Aí é felicidade relativa. Talvez mais uma ilusão de felicidade.
Pois eu já fui feliz sozinha sim. E ja fui feliz com alguém. Experimentei das duas felicidades. E, talvez pelas razões acima, quando volto os olhos para o passado em busca de algum momento intensa e verdadeiramente feliz, detenho-me naqueles momentos em que pude ter a posse de mim mesma. Esses momentos incluem sempre uma lua de verão, um perfume de capim cheiroso, um pôr-do-sol à beira mar, um grupo de amigos, uma bagunça aqui, uma subversão ali. Esses momentos incluem sempre o fato de eu estar prestando mais atenção em mim e no mundo do que em "pessoas únicas".
Que aqueles por mim amados e namorados possam me perdoar por esta confissão. Mas eles não significaram, necessariamente, o suprassumo da felicidade em todos os momentos, embora tenham contribuído para a felicidade de muitos deles.
Não, não é impossível ser feliz sozinho. Desde que se tenha amigos, um bom convívio consigo próprio e poesia nos olhos para ver a vida. Mas o inferno infernal mesmo é o "ser infeliz a dois". Eis o pior dos castigos.
Estou feliz sozinha!!!
Qual é, Tom? Condicionar a felicidade às parcerias únicas é meio claustrofóbico. Ok, ok... O amor é fundamental. Mas nem sempre dá pra ter esse amor das canções e dos poemas. E aí?
Nossa! Quantas vezes fui feliz sozinha. Quer dizer, sozinha em termos, porque bons amigos ajudam muito nessa felicidade. E fui feliz sozinha porque tinha espaço suficiente dentro da alma para prestar atenção nas coisas, nos verdes, nas manhãs, nos sons que a vida produz, nos cenários que a natureza oferece, nas pessoas à minha volta, na nota que fez toda a diferença em uma sinfonia. Enfim, pude prestar atenção e, prestando atenção, pude alegrar meus sentidos.
Se tenho, porém, a alma e o corpo incendiados pelas paixões, não percebo nada além do objeto desse desejo. Estou cega e surda para tudo na vida que é extrínseco ao "meu amor". Aí é felicidade relativa. Talvez mais uma ilusão de felicidade.
Pois eu já fui feliz sozinha sim. E ja fui feliz com alguém. Experimentei das duas felicidades. E, talvez pelas razões acima, quando volto os olhos para o passado em busca de algum momento intensa e verdadeiramente feliz, detenho-me naqueles momentos em que pude ter a posse de mim mesma. Esses momentos incluem sempre uma lua de verão, um perfume de capim cheiroso, um pôr-do-sol à beira mar, um grupo de amigos, uma bagunça aqui, uma subversão ali. Esses momentos incluem sempre o fato de eu estar prestando mais atenção em mim e no mundo do que em "pessoas únicas".
Que aqueles por mim amados e namorados possam me perdoar por esta confissão. Mas eles não significaram, necessariamente, o suprassumo da felicidade em todos os momentos, embora tenham contribuído para a felicidade de muitos deles.
Não, não é impossível ser feliz sozinho. Desde que se tenha amigos, um bom convívio consigo próprio e poesia nos olhos para ver a vida. Mas o inferno infernal mesmo é o "ser infeliz a dois". Eis o pior dos castigos.
Estou feliz sozinha!!!
Nossaaaaa, essa foi profunda mesmo Lu!
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